Mendoza Holidays
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VINÍCOLAS DE MENDOZA

Regiões produtoras de vinho + Vinícolas de Mendoza

 

Mendoza respira vinho...Existem cerca de 500 vinícolas num raio de 50 quilômetros - todas produzindo as melhores uvas Malbec do mundo. A cidade de um milhão de habitantes teve um boom da vinicultura desde e começo dos anos 1990 e entrou para o mapa da gastronomia internacional. Visitá-la é a garantia de conhecer uma cidade repleta de charme, com ótimos restaurantes e vinhos premiados. 

Vinícolas de Mendoza

 

I- Maipú

Conhecida como “o berço do vinho”, a região ainda abriga as bodegas mais tradicionais do país, como Trapiche, Rutini, López e Finca Flichman. Os imigrantes italianos e espanhóis que chegaram ao fim do século XIX não trouxeram apenas a cultura do vinho, mas também a do azeite. A região é a única que dispõe de uma “rota do azeite”, com pousadas temáticas e várias olivícolas. As mais recomendadas são Parsai, Maguay, Laur e Simone. As vinícolas Familia Zuccardi e Tapiz também recebem visitas em sãs olivícolas e produzem azeites excelentes.

O terreno plano e a quantidade e a proximidade das atrações despertou o desejo dos turistas (de todas as idades) em explorar a região com seus próprios pés (no pedal). Para os que desejarem experimentar, sugerimos três roteiros na seção de “vinho por um dia”. Mas, obviamente, ao alugar sua bicicleta – nas ruas Ozamis e Urquiza há várias opções para fazê-lo-, peça todas as dicas e sugestões de roteiro na própria loja. Mais do que um meio de transporte barato, saudável e sustentável, os pedais podem lhe render amizades durante a viagem e, quem sabe, para o resto da vida.

→ ONDE COMER -  dentro das vinícolas de Maipú

- Casa del Visitante (argentino) – Vinícola Familia Zuccardi.

A parrilla dita o clima. Antes de tudo, comece com uma taça do espumante Alma 4 Viogneir! Agora, mais relaxado, escolha entre o menu degustação ou alguma das opções do cardápio. Cuidado; enquanto se espera o prato chegar, é difícil resistir aos deliciosos pães e aos azeites produzidos pela vinícola. Serviço excelente, mesmo com o restaurante sempre cheio.

- Pan & Oliva (saladas e massas) – Vinícola Familia Zuccardi.

Uma proposta diferente: deliciosas entradas, saladas, massas e muito azeite. A decoração te o toque dos Zuccardi, tudo de bom gosto, bem iluminado e confortável. É possível visitar a olivícola, que fica loco atrás do restaurante.

- Tempus Wine Bar (argentino)– Vinícola Tempus Alba.

Um dos pontos de parada favoritos dos bikers. Servem alguns pratos, mas o forte são as opções mais leves, como empanadas e saladas, ideais para acompanhar um taça de vinho e seguir pedalando até a próxima vinícola. O terraço tem uma bela vista dos vinhedos e é sempre a primeira opção.

- Vinícola Zuccardi 

Os vinhos Zuccardi são conhecidos por letras: série “A” de Argentina, a linha “Q” de qualidade, e o famoso Zeta, com “Z” de Zuccardi.

A visita começa no centro de visitantes, com espaço de arte e uma loja completa. Após as explicações sobre a linha de produtos, a visita segue para a produção, onde se encontra a área de fermentação e a sala de barricas. A degustação é simples e realizada no espaço de arte ao lado da loja, mas pode ser incrementada nas salas do segundo andar com os vinhos que você desejar, acompanhado por um sommelier.

A programação da vinícola é variada e extravagante, como o passeio em automóveis  de época e o sobrevôo de balão. Uma nova opção é visitar a olivícola (fábrica de azeite), localizada dentro da propriedade logo atrás do restaurante Pan & Oliva... Você conhece alguém que goste de vinho e não aprecie um bom azeite? A vinícola produz vários, e estão disponíveis para degustação nos restaurantes e na loja. São excelentes!

 

Vinícolas de Maipú

→  LA RURAL/RUTINI  -  MUSEU DO VINHO

Essa não é apenas mais uma das muitas bodegas fundadas por imigrantes italianos, no caso, Felipe Rutini. Seu maior atrativo é o museu do vinho, fundado em 1997, responsável por “cooptar” milhares de turistas durante todo o ano. São mais de cinco mil artefatos em madeira, ferro, aço e tecido animais que ajudam a contar a história do vinho no mundo. Como eram engenhosos, criativos e sedentos nossos antepassados!

Outras vinícolas ao redor do mundo também dispõem de exposição de peças antigas ou mesmo de museus, mas a grande diferença aqui é a assistência dos guias, que explicam desde as origens do vinho até as modernas técnicas utilizadas hoje em dia. Recomendamos a visita, que passa pelo edifício histórico construído em adobe e pelo pequeno vinhedo cujas uvas dão origem ao Museu, um vinho exclusivamente elaborado para os visitantes, servido ao final do tour sem custo.

Em 1994 a vinícola foi vendida a um grupo de investidores dos quais fazem parte os clãs Catena Zapata e Benegas Lynch, ambos da região.

→  VINICOLA TEMPUS ALBA - GENÉTICA E TRADICAO

Alba, em italiano, significa “amanhecer”. Esta pequena vinícola foi batizada assim para enfatizar a importância da passagem de energia entre as gerações da família, assim como entre a noite e o dia, que sempre deve ser comemorada como, um momento de luz e energia.

Histórias à parte, o investimento no futuro é a prioridade. A vinícola é pequena, mas moderna. Em seu laboratório, investigações buscam rastrear “o clone mais puro de Malbec do mundo”. Logo você estará instalado no Tempus Wine Bar para degustação. Os vinhos valem a pena. Prove um Malbec e o Tempus Pleno, assemblage de Malbec com Cabernet Sauvignon.

 

II- Luján, Chacras de Coria/ Vistalba

Esta região é uma das portas de entrada para a Cordilheira e suas estâncias com águas termais, talvez a única opção de lazer mais relaxante do que visitar vinícolas. Na área mais baixa, bairros com casas de alto padrão, pousadas de luxo, cafés e restaurantes gourmet estão transformando Chacras/Vistalba na “bola da vez” de Mendoza. Sua localização, próxima à cidade, é um dos atrativos que fazem muitos viajantes eleger a região como base para suas incursões ao mundo de Baco. Vistalba é mais residencial e bonita, e ainda conta com a vista da Cordilheira. Chacras, mais próxima à Ruta 40, é mais comercial e concentra a gastronomia.

→ ONDE COMER - dentro das vinícolas de Chacras de Coria e Vistalba

- Clos de Chacras (gourmet)– Vinícola Clos de Chacras.

Uma graça. No verão, a dica é sentar no deck em frente ao pequeno lago. Mas para os que sentem frio, há mesas e poltronas no interior da vinícola. Serviço excelente e menu variado. Uma boa opção para jantar às sextas e aos sábados.

- Nieto Senetiner (argentino)– Vinícola Nieto Senetiner.

Cardápio simples, vista linda e vinhos excelentes.

- Restó de Lagarde (argentino)– Vinícola Lagarde.

Menu campestre, elaborado à vista dos clientes em dias de calor. Quatro vinhos e um delicioso espumante harmonizam com os cinco pratos.

→ ONDE COMER - fora das vinícolas

- Nadia OF (cozinha de autor) – Italia, 6055, Chacras de Coria – Luján

Não deixe de desfrutar dessa experiência gastronômica. Nadia é exigente e troca o menu degustação semanalmente. Além da criatividade e de modernas técnicas, o sucesso desse pequeno enclave espanhol é a qualidade dos ingredientes, sempre frescos e escolhidos pessoalmente por ela. O preço é fixo, variando apenas em função dos vinhos escolhidos para harmonizar com os pratos. O serviço é atencioso e discreto. São três pequenos ambientes – sala, garagem e quintal. É bom reservar.

- Dantesco (internacional) – Italia, 5829 – Chacras de Coria – Luján.

Vários ambientes pequenos e menu variado, de coelho a frutos do mar. Tudo bem-feito e com serviço atencioso.

→ ONDE FICAR - dentro das vinícolas

- Entre cielos– Guarda Vieja, 1998, Vistalba – Luján de Cuyo.

Novo empreendimento que vem para abalar a hotelaria da cidade. Vários formatos de suítes e inclusive uma delas construída literalmente acima dos vinhedos.

- Lares de Chacras Hotel Boutique– Larrea, 1266 – Chacras de Coria.

Mais uma opção charmosa na região. Suítes para até quatro pessoas. Decoração de bom gosto e muita tranquilidade. 

- Finca Adalgisa Boutique Hotel– Pueyrredón s/n

Uma casa de 80 anos impecavelmente reformada e mantida pela família Furlotti. Aulas de culinária (empanadas) e uma ótima biblioteca.

 

Vinícolas de Chacras de Coria e Vistalba

→ ALTA VISTA (& Consulado francês)

Dessa vez não é metáfora. O consulado da França em Mendoza fica mesmo dentro da vinícola. E que ninguém mais duvide da importância do vinho para os franceses!

A origem francesa é percebida pela preocupação com o manejo das seis fincas, que entregam diferentes Malbecs para compor a linha Singe Vineyard. As amostras de solo estão a vista dos visitantes – Impressionante. A proposta da vinícola é fundir o estilo francês e argentino na produção de vinho, o que torna a visita ainda mais interessante. A construção em estilo espanhol é de 1899 e abriga desde piletas de concreto até modernos tanques de aço.

Uma antiga e enorme pileta abriga recepção, loja e balcão de degustação. Todos os móveis foram feitos com o carvalho de barris já utilizados. Caso deseje, a sala de degustação profissional, a única aberta as turistas em toda Mendoza, pode ser reservada. Que tal ima degustação vertical de Alto, o ícone da casa?

Aqui, os espumantes não podem ficar de fora, ainda mais no caso da família D’Aulan, que possui participação na famosa Maison Tattinger, de Reims, na França.

→ CLOS DE CHACRAS - Reencontro de família

Clos é a palavra francesa para designar um terreno, geralmente plantado com videiras e cercado por muros baixos. O nome dessa jovem vinícola boutique é bem apropriado, já que está “escondida e cercada” pela zona urbana de Chacras de Coria.

A visita é personalizada, sem um roteiro específico. As perguntas vão norteando os caminhos. Visitamos boa parte do tempo os vinhedos recebendo explicações sobre os sistemas de plantio e os efeitos da altitude e da umidade nas uvas. Essa é a vantagem de visitar uma vinícola bem pequena: a visita pode ser moldada pelo interesse dos visitantes.

A segunda parte do tour se concentra nas edificações, que são de 1921. A vinícola, assim como muitas outras na Argentina, encerrou suas atividades quando o consumo de vinho caiu pela metade e ficou abandonada por décadas. Em 1983 foi recomprada pela neta do fundador e começou a produzir vinhos em 2004. Um belo reencontro.

A produção é só de tintos “escassa”. Os vinhos são excelentes e todos estibados por até um ano nas cavas subterrâneas.

→  KAIKEN -  Anjos na Argentina

A vinícola Montes, uma das mais prestigiadas, decide cruzar a Cordilheira para produzir Malbec. Compraram uma bodega de 1930, repleta de piletas de concreto e assim começou uma história de sucesso.

A visita é “caprichada” e sem pressa. A história mais curiosa é a do parral de Cabernet de mais de 90 anos por onde começa o passeio. O parral é um sistema de condução normalmente indicado para uvas de mesa devido a sua produtividade. Este sofria de uma doença degenerativa. A produção era baixa e os enólogos decidiram por replantar a área. Mas, quando foram degustar às cegas, o melhor vinho foi aquele elaborado com as uvas desse vinhedo! Assim, a vinícola decidiu preservar o vinhedo e reproduzi-lo no mesmo local.

A parada seguinte é na únicacalicata de Mendoza, construída exclusivamente para os visitantes. Além do parral italiano, os agrônomos utilizam também os sistemas de espaldeiro baixo (francês) e alto (americano). Na adega, é possível conhecer a fermentação e a cava, protegida pelos anjos.

Além disso, a vinícola ofrece cavalgada, blending game, curso de asado e aula de pintura com vinho. Também é possível fazer uma degustação de Cabernet Sauvignon chileno (Montes Alpha) X argentino (Kaiken Ultra).

 LAGARDE - O vinho mais caro de Mendoza é branco!

Fundada em 1897 por Ângelo Pereira, um capitão português. A vinícola mantém sua arquitetura original. O belo casarão abriga a loja e o Restó Lagarde, que serve comida a la parrilla.

Durante a visita nos deparamos com um antigo tonel de 1.800 litros, encontrado em 1975 cheio de Sémillon, safra 1942. Segundo a lenda, o vinho estava em perfeitas condições quando encontrado. Hoje ainda há algumas garrafas sendo vendidas por US$ 400 cada, ou seja, o vinho mais caro de Mendoza! A garrafa é sedutora, mas resolvi não arriscar. Outro ponto alto do tour é acompanhar o processo de dégorgement dos espumantes. A técnica é usada em todo o mundo e tem como objetivo expulsar as leveduras que restaram da segunda fermentação – que, no método tradicional ou champenoise, acontece na garrafa. O gargalo é imerso em uma solução que congela o líquido em poucos minutos, justamente onde as leveduras se acumularam. Ao abrir a tampa, a pressão do gás carbônico expulsa a parte congelada. Completa-se a garrafa, adiciona-se um licor de expedição que varia em função do açúcar desejado e coloca-se a rolha.

 LUIGI BOSCA

A família Arizú construiu sua bodega há mais de 100 anos e hoje é uma das mais emblemáticas de Mendoza, em função da alta qualidade de seus vinhos e espumantes.

tour é pontual e fornece explicações sobre clima e solo. Já dentro das instalações, conhece-se o processo de produção e a enorme umidificada sala de envelhecimento. As instalações são extremamente bem cuidadas. No centro de visitas predominam móveis clássicos, madeira escura e tons sóbrios; tudo refletindo a história e a tradição da família.

O ápice da visita se dá na via crucis del vino, um corredor onde existem catorze esculturas do artista Hugo Leites, que retratam desde a chegada dos imigrantes espanhóis e italianos, até a confraternização da família e dos trabalhadores em torno do vinho produzido com tanta paixão. As esculturas são feitas de cimento e exibidas como quadros. Imperdível, e vale ser registrada em sua câmera.

A linha Gala tem uma garrafa irresistível. Os Gala1, e Gala2 são paixão antiga. O Gala3 é um branco de guarda, assemblage de Viognier, Chardonnay e Riesling. E o Gala 4 é uma nova aposta com Malbec e Cabernet Franc. Os espumantes Bohème e Prestige Rosé os meus prediletos.

→ MENDEL - Vinhos Excelentes

Uma visita agradável e flexível. Ótimo atendimento. Essa é mais uma das muitas histórias de vinícolas que quebraram nos anos 1980 e 1990, quando o consumo de vinho na no país caiu 70%. Os vinhedos de Malbec de 1928 ficaram abandonados por 25 anos! Algumas partes das instalações possuem mais de 100 anos e foram recuperadas.

A primeira colheita foi em 2004, e a Mendel só coleciona prêmios desde então. O segredo? A obstinação do enólogo Roberto de la Mota em selecionar as uvas. A vinícola não produz vinhos “de entrada”, apenas vinhos Premium – todos passam por carvalho francês, são estruturados e muito bem elaborados.

 NIETO SENETINER - Pioneiros em Bonarda

Uma das vinícolas mais tradicionais do país e pioneira na aposta da variedade Bonarda para elaboração de vinhos finos. Conta com dezessete fincas distintas, oferecendo uma ampla combinação de altitudes e solos, muito bem aproveitados pelos enólogos da casa.

Para se chegar à recepção instalada em um casarão do século XIX, você desfila por uma passarela de oliveiras avistando poços nevados no horizonte. A visita começa pelos vinhedos, onde se observa claramente três sistemas de condução: o tradicional parral, trazido por espanhóis e italianos, o espaldeiro americano, de altura mediana, e o espaldeiro europeu, com as uvas mais próximas ao solo.

As instalações são exclusivamente destinadas aos tintos de alta gama das linhas Don Nicanor e Cadus. A visita é agradável, e aprende-se sobre a história do lugar e a evolução da vinificação até os dias de hoje.

A degustação é realizada no próprio restaurante, que possui uma linda vista para os vinhedos. Não deixe de experimentar Don Nicanor Bonarda e algum espumante. Ao final, uma bela loja para as compras (obrigatórias, no caso dessa bodega).

 VISTALBA

Carlos é o primogênito do clã Pulenta, que conta com os irmãos Hugo e Eduardo, proprietários da vinícola Pulenta Estate. A arquitetura mistura o colonial, presente no estilo, e o moderno, presente nos materiais. O paisagismo “abraça” as instalações com destaque às oliveiras. A vinícola produz o Corte V, um blend com predomínio da variedade Arauco, mais amarga (sempre compro uma garrafa).

A vinícola é pequena e funcional, e o que chama mais atenção é a possibilidade de ver em uma mesma sala, tanques de concreto (sem pintura epóxi, o que é raríssimo), de aço e de carvalho juntos. A sala de barricas possui um teto em arco e é duplamente isolado, garantindo a temperatura ideal sem consumo de energia. A degustação é realizada no subsolo em uma calicata gigante e merece foto.

São duas linhas de vinho. Uma composta de ssemblages ou cortes e a outra varietais. São três cortes – A, B, C – que variam a cada colheita. A linha varietal se chama Tomero, come escolhido em homenagem ao trabalhador responsável por cuidar da irrigação dos vinhedos, tarefa vital no clima árido de Mendoza.

III - Luján de Cuyo - Perdriel

O rio Mendoza separa Pedriel de Vistalba. A zona possui vinícolas famosas, como Norton e Terrazas de los Andes, e tradicionais, como a Cabrini, produtora de vinho de missa. A altitude é de 936 metros e os huarpes foram os habitantes ancestrais da região. O distrito tem por volta de 8 mil habitantes.

Luján de Cujo detém a primeira DOC das Américas, ou seja, a Denominação de Origem Controlada para a Malbec, cepa emblemática do país, trazida da França em 1852, Os vinhos de Luján são mais minerais do que os encontrados no Vale de Uco, que primam pelas notas florais.

ONDE COMER dentro das vinícolas.

- Terrazas (gourmet)– Vinícola Terrazas de los Andes.

Exclusivíssimo, para poucos. O melhor serviço de sommelier do guia está aqui. Vinhos excepcionais valorizam ainda mais os pratos cuidadosamente elaborados e apresentados.

- La Vid (argentino/gourmet)– Vinícola Norton

O menu degustação é incredível... mas as opções à la carte também são estupendas (ainda lembro da truta que comi). Harmonize a sobremesa com o espumante Colheita Tardia, que possui inacreditáveis 50 gramas de açúcar e ainda assim tem boa acidez. O restaurante bem que poderia ter a vista do wine bar da vinícola, uma das mais velas da viagem.

 

Vinícolas de Perdriel

 VINICOLA ACHAVAL FERRER - O vinho é feito na planta

O que um advogado, um piloto de corridas, um contador, um instrutor de esqui e um enólogo teriam em comum? Uma grande amizade e muita paixão pelo vinho. Os cinco amigos decidiram começar um projeto: competir com os grandes vinhos e nível mundial. As pontuações alcançadas por seus vinhos (até agora 99 pontos) comprovam que chegaram lá.

O “capricho enológico” é tal que se podam até 80% dos cachos para obter o melhor em termos de concentração para as uvas de suas etiquetas ultra-premium – Fincas Mirador, Bella Vista e Altamira. Os vinhos são “ ao estilo do velho mundo”, potente, gastronômicos, não filtrados e com acidez marcada. O sotaque argentino se faz presente na utilização das piletas de concreto e domínio da Malbec em quase todas as garrafas.

A vinícola está situada na Finca Bella Vista, às margens do “extinto” rio Mendoza, onde os vinhedos dividem espaço com álamos e oliveiras. A visita começa na varanda, onde a saga dos amigos é contada enquanto alguns vinhos sai degustados, “A coisa fica séria” quando você é convidado a entrar na área de produção e degustar vários vinhos ainda amadurecendo em suas barricas. É uma experiência rara no mundo, em se tratando do nível dos vinhos da Achaval – Ferrer.

 DANTE ROBINO - ESPUMANTES ARGENTINOS

Por que os espumantes são tão tradicionais na Argentina (e não no Chile, por exemplo)? Dizem que quando a trupe de Gardel foi a Paris mostrar o tango, o sucesso foi tão grande que ficaram lá por um ano. Mas, ao voltarem da Cidade Luz, sentiram falta das pérolas mágicas e insinuantes que emergiam de suas flûtes de cristal nos cabarets parisienses. Desde então, para os argentinos, a bebida está relacionada ao sucesso, ao romantismo, à noite, à dança e ao amor.

A Dante Robino é a maior produtora de espumantes de capital nacional. Esse é o foco da visita que, a critério do visitante, poderá ser coroada com uma degustação de quatro espumantes (combine no ato da reserva). O centro de visitantes é moderno, amplo e confortável.

A principal diferença entre espumantes é a quantidade de açúcar residual por litro.

Nature – até 3g

Brut Nature – de 3g a 7g

Extra Brut – de 7g a 11g

Brut – de 11g a 17g

Demi-sec – de 17g a 30g

 

 NORTON - VINHOS E CRISTAIS

Fundada por um engenheiro civil inglês que se apaixonou por uma mendocina. Juntos formaram uma grande família e se dedicaram ao crescimento da vinícola. Ainda hoje é uma empresa familiar... Só que da família austríaca Swarosvki, a Dona da mais prestigiada marca de cristais do mundo.

A vinícola é uma das referências do enoturismo argentino e, sem dúvida, alguns dos muitos programas se encaixará em seu passeio. A recepção é no próprio wine bar

Somente nessa visita você terá a oportunidade de fazer três degustações durante o processo. A primeira no tanque de fermentação, a segunda diretamente do barril e a terceira em alguma das caves onde milhares de garrafas esperam a hora de ir ao mercado. A experiência é inesquecível, pode acreditar.

A loja é completa e minha dica é comprar um casaco para seguir a viagem mais protegido, e uma garrafa do Elegido, um vinho elaborado exclusivamente para os visitantes.

 RENACER - Vinhos Premium do novo mundo

De origem chilena, essa vinícola familiar é especializada em Malbec, fazendo um assemblage de uvas provenientes de várias fincas localizadas em regiões de distintas altitudes. A adega mistura o moderno em termos de arquitetura e tecnologia e técnicas tradicionais de Mendoza, como o uso de piletas de concreto para fermentar e armazenar vinho.

Como um empreendimento recente pode fazer vinhos tão premiados? A resposta está no que hoje se chama de agricultura de precisão que utiliza, dentre outros recursos, fotos de satélites para avaliar o melhor momento de colher cada variedade de uva. O sistema de plantio é o espaldeiro e a produção é de alta densidade, ou seja, mais plantas dividindo o mesmo terreno, porém com menos cachos por planta. O resultado está na garrafa... e punto final.

 ROBERTO BONFANTI - Enólogos por tradição

A produção de apenas 50 mil garrafas permite um cuidado extraordinário em todas as etapas de elaboração, sempre regido pelo mantra el vino es tempo, do fundador Roberto Bonfanti. Os visitantes são sempre atendidos pelos donos, que não são enólogos, e sim verdadeiros “artistas dos vinhedos”, pois são quatro gerações plantando uvas.

A visita é personalizada e excelente para quem deseja conhecer como se faz vinho, desde o vinhedo até envelhecimento. Segundo Alejandro Bonfanti, “não se faz bom vinho sem boa uva”.

No caso dessa vinícola esse aspecto é fundamental, já que só elaboram vinhos varietais. Em outras palavras, fica difícil esconder imperfeições sem misturar ima uva com outra.

A “cerimônia de degustação” também foi um dos pontos altos, com explicações sobre a leitura de rótulos e qual a melhor taça para se beber, entre outras várias dicas. “O sucesso desse pequeno empreendimento se resume a quatro palavras: solo, clima, tecnologia e paixão”, conta-nos Alejandro.

Vale Conferir...

A antiguidade de um vinhedo pode ser medida pelas oliveiras que o cercam, pois os imigrantes tinham como estratégia plantar oliveiras para garantir a renda da família caso algum problema acontecesse na colheita das uvas. No caso da vinícola, o vinhedo é de 1915 e dá vida do Gran Reserva, um vinho limitado e premiado. São dois anos em carvalho francês de primeiro uso e mais um ano em garrafa. Os demais vinhos também são muito bons. Prove e comprove.

 VINICOLA TERRAZAS DE LOS ANDES - Charme nas alturas

Classe, bom gosto, culinária francesa e um serviço de sommelier inigualável... Tudo ao som de bossa nova. O que mais esperar da vida?

Bem, vamos à visita. A vinícola pertence ao grupo Louis Vuitton Moet Hennessy, que também é dono do mítico Château Cheval Blanc, de Saint Émilion, na Franca. A limpeza, o cuidado e o design estão em cada detalhe. A adega, centenária, foi toda restaurada. Tijolos aparentes e cintilantes tanques de aço fazem um perfeito assemblage da tradição com a tecnologia.

O conceito enológico, explicado logo ao início da visita com a ajuda do mapa das propriedades, é elaborar vinhos de altura. Essas diferentes altitudes e os vários solos produzem diferentes efeitos nas uvas – tudo é detalhado no tour. A visita inicia-se pela adega e segue para a sala de barris, perfumada pelo carvalho Francês novo. A degustação é feita em um lounge super high tech, acima da loja e com vista para os tanques de aço cônicos avant-garde.

 

IV- Luján de Cuyo, Agrelo

É um dos distritos mais antigos da Grande Mendoza, também habitado pelos huarpes em épocas passadas. Agrelo é a última fronteira entre Mendoza e Vale de Uco. Por ser mais afastada do centro, é mais tranqüila e oferece algumas boas opções para você se hospedar e relaxar. As vinícolas estão concentradas na desértica Ruta 7, que liga a Argentina ao Chile, e na arborizada Ruta 15.

→ ONDE COMER dentro das vinícolas.

- María (gourmet) – Vinícola Septima

Serviço de sommelier impecável, com uma harmonização perfeita, explorando os famosos espumantes da vinícola, além dos vinhos brancos, tintos e doces. O menu degustação não é fechado, o que é muito bom para que está em grupo , já que a mesa vai ficar bem divertida se vários pratos forem escolhidos. Os pratos são bem-apresentados e, sobretudo, de-li-ci-o-sos.  

- Ruca Malén (gourmet)– Vinícola Ruca Malén.

A origem francesa dos donos não passa despercebida. O menu degustação de cinco passos muda a cada estação e é elaborado para harmonizar com as estrelas da casa (os vinhos), e não o contrário. Os pratos exibem cores, texturas e sabores. A viste é deslumbrante! 

- Melipal (gourmet) – Vinícola Melipal.

Exclusivo, apenas seis mesas. A vista é um cartão postal com vinhedos, lago e a Cordilheira ao fundo. A varanda nos convida a pensar na vida, antes e depois do almoço. Pratos não só bem-apresentados, mas com sabores e texturas que nos surpreendem.

- Chandon (argentino) – Vinícola Chandon.

Uma pequena jóia, escondida atrás da recepção. É o único restaurante de Mendoza em que todos os pratos são harmonizados com espumantes. O menu oferece até seis pratos. Para começar? Empanadas, claro... mas de salmão. Hamburguer? Sim, mas de lingüiça com pesto de tomate seco. O serviço é simpático e muito eficiente. Uma das atrações é o azeite, feito em casa, apenas para consumo no restaurante. 

- Decero (argentino)– Vinícola Finca Decero.

Alguém teve uma ótima idéia: quatro vinhos – todos tintos – são servidos ao mesmo tempo, logo do inicio do serviço. Agora você mesmo é quem descobre qual vinho harmoniza melhor com cada prato. Será um almoço divertido, com certeza. Mas não se esqueça de apreciar a vista e de tirar uma foto na varanda. 

- Belasco de Baquedano (argentino) – Vinícola Belasco de Baquedano.

O restaurante está localizado no terceiro andar do prédio principal. Dispoe de muitas janelas para que ninguém deixe de contemplar a bela vista, que também pode ser apreciada do terraço. O menu degustação traz pratos bem-apresentados e coloridos.

→ ONDE FICAR fora das vinícolas

- Cavas Wine Lodge– (Costa flores, s/n, Agrelo – Luján)

O primeiro hotel de vinho da Argentina. Suítes e villas conforme o tamanho da sua família. Spa e restaurante aberto para almoço e jantar. Luxo e exclusividade para quem pode pagar.

- Finca Garciarena – (Cobos, 10196, Agrelo – Luján)

Uma propriedade de 20 hectares com vinhedos de mais de 60 anos. A maior parte da uva é vendida, mas a vinícola também produz seu Malbec. O cascarão dispõe de quatro suítes e o serviço é atencioso.

- Santa María de Los Andes Guest House– (Tomar a Ruta 86 com destino a Tupungato. Dobrar na segunda rua à direita após a vinícola Pulenta e seguir por 3,5 km). Guest House de mais um condomínio de vinhedos em Mendoza. Quatro lodges novos e bem equipados.

 

Vinícolas de Agrelo

 BELASCO DE BAQUEDANO - A única sala de aromas das Américas

A vinícola é um empreendimento do grupo espanhol La Navarra, e elabora vinhos e espumantes há oito gerações. A construção é imponente e dispõe de um restaurante panorâmico com terraço que oferece uma vista incrível dos vinhedos de Agrelo.

A vinícola é dedicada à produção de Malbec e alguns de seus vinhedos têm mais de 100 anos. Todos os vinhedos estagiam em madeira e são muito, muito bons.

A maior atração do tour é a sala de aromas, uma das três em todo o mundo e a única das Américas. São 46 aromas, classificados por categoria (florais, frutas etc.), para que você e seus amigos possam tentar identificá-los um a um antes de ler as indicações, é claro. Também na sala de aromas, a melhor exposição sobre cortiça e rolhas de Mendoza, além de amostras dos quatro subsolos mais característicos da região: arenoso, argiloso, calcário e siltoso.

 CAELUM - Vinhos e constelações

A família Pimentel já viajava várias vezes ao ano a Mendoza em função de seus vinhedos e seus pistaches. Cansados da Buenos Aires caótica e de um céu “sem estrelas”, decidiram se mudar definitivamente para estarem mais próximos da Cordilheira e das constelações. Nos planos, não mais vender apenas as uvas, mas produzir vinhos também.

O céu (caelum, em latim) foi e continua sento a inspiração para a família. Caelum é o nome de uma pequena constelação, cujas estrelas Forman o desenho em de um cinzel, ferramenta usada pelos escultores. O símbolo da vinícola, não por acaso, é uma mão segurando uma estrela, enfatizando que as mãos são as principais ferramentas utilizadas no vinhedo. Os rótulos são lindos, decorados com estrelas e nebulosas.

A vinícola é o empreendimento mais novo da região. A produção é pequena e os vinhos são todos varietais. As uvas são colhidas o mais cedo possível para, assim, obter-se vinhos menos alcoólicos e corpulentos, mais secos e gastronômicos.

 CATENA ZAPATA - Vinhos difíceis de esquecer

A família Catena Zapata alcançou status e admiração em todo o mundo, inclusive na aristocrática e conservadora Europa. Foram os pioneiros em muitas iniciativas, como o uso de barricas francesas e da viticultura de precisão, que utiliza até satélites para descobrir a melhor adequação de cada variedade ao terroir.

A vinícola tem a forma de uma pirâmide maia, tornando-se um cartão postal da cidade. No subsolo, os melhores vinhos repousam pacientemente até a hora de serem engarrafados. No segundo andar, salas de degustação, amostras dos perfis de solo dos vinhedos da vinícola, e a escala em metal que dá acesso ao terraço, onde as fotos com o vulcão Tupungato e el Cordón del Plata ao fundo fazem parte da liturgia dos visitantes.

A degustação pode ser realizada em qualquer uma das várias salas da pirâmide. Os guias são atenciosos e realmente preparados para atender os visitantes. Foi a melhor degustação da viagem!  Reservar com mais de uma semana de antecedência, pois a procura é enorme.

 CHANDON - A experiência Chandon

Esta foi a primeira vinícola do grupo fora da França, inaugurada em 1960. As outras foram inauguradas no Brasil e na Califórnia na década de 1970. O estilo francês está presente em cada detalhe dos jardins bem cuidados e da charmosa recepção.

Os visitantes assistem ao vídeo institucional da empresa em um confortável lounge localizado em outro edifício. A vista segue pela zona de produção onde são explicados os dois métodos de elaboração de espumantes: o charmat ou industrial, em que todo o processo é realizado em tanques de aço pressurizados, e o champenoise, tradicional, com a segunda fermentação ocorrendo na garrafa.

A degustação de três espumantes (há outras opções) é feita na própria recepção, onde também são vendidos produtos e souvenirs. Há espumantes só vendidos aos visitantes, como a linha Chandon Cuvée Reserva Pinot Noir e Chardonnay e o exclusivo Chef de Cave. Quanto aos souvenirs, nossa dica é a bolsa térmica para dois espumantes e o wine skin em formato de garrafa de espumante, para garantir que não haverá surpresa no transporte das compras.

Vale conferir

O restaurante é uma pequena jóia, com o único menu de Mendoza harmonizado apenas com espumantes. Ambiente francês, serviço muito amável e eficiente. Gastronomia argentina. O azeite é excepcional, produção caseira. 

É possível adquirir outros produtos do grupo, como os champanges Krug e Veuve Clicquot, Cognac Hennessy etc.

 VINICOLA COBOS - O encontro perfeito

O enólogo americano Paul Hobbs e o casal de enólogos argentinos Andrea Marchiori (de origem italiana) e Luis Barraud (de origem francesa) se conheceram em 1997 e decidiram compartilhar o sonho de montar uma vinícola em Mendoza Premium e ultra Premium a partir das raízes americanas e européias dos três sócios.

Arquitetura minimalista e funcionalidade ditam o tom, pois, em uma vinícola de enólogos, o que importa é o vinho. A propósito, diferente de todas as outras vinícolas, a vista começa com a apresentação dos vinhos e com a degustação – conhecer as instalações fica a critério dos visitantes.

Felino é a linha mais frutada enquanto Bramare Appellation oferece vinhos mais estruturados com dezoito meses de estágio em barricas americanas e francesas. A linha Vineyard Designation obteve 96 pontos Parker e o Marchiori Malbec foi devidamente “embalado para viagem”. No último andar, dois vinhos para quem quer “o melhor”: Cobos Volturno e Cobos Malbec, já tendo alcançado 99 pontos Parker. Custam em torno de US$ 200, mas valem cada gota.

Para degustar, elegi o Experiência Malbec, que oferece cinco vinhos distintos, onde se pode conhecer mais sobre os diferentes terroirs de três das quatro linhas da vinícola.

 DOMINIO DEL PLATA - Susana Balbo, rainha da Torrontés

Susana foi a primeira enóloga do país, formada em 1981. Começou a trabalhar em Salta, onde transformou a Torrontés, usada até então, para vinhos de mesa, em uma cepa Premium, mudando a forma de cultivo e protegendo-a dos raios solares que aumentavam dramaticamente os níveis de quinino (o mesmo componente da água tônica) e amargavam as uvas. Trabalhou na Catena Zapata e assessorou vinícolas em vários países até decidir pelo seu projeto pessoal, Dominio del Plata.

As instalações são amplas e incluem as tradicionais piletas de concreto e os modernos tanques de aço. São apenas 14 hectares próprios, mas a parceria com produtores selecionados proporciona uma produção respeitável.

Os vinhos são a maior atração. A linha Crios foi uma surpresa, a começar pela excepcional relação custo-benefício. O Rosé é “pra macho”, untuoso e com caráter. O Chardonnay é muito bom, mas o Torrontés é uma intriga de sua rainha: foi o único Torrontés “não floral” degustado no guia. Além do aroma da moscatel, explodem notas marcadas de lichia. Na boca é um pouco picante e harmoniza bem com comida asiática. 

 MELIPAL - Cruzeiro do Sul

Melipal significa “cruzeiro do Sul” em mapuche. Este pequeno e charmoso projeto familiar tem como característica principal a produção de Malbec de qualidade Premium. Vinhedos de 1923, colheita manual e uvas maceradas e fermentadas lentamente fazem parte da receita de sucesso da vinícola.

Mas não apenas o vinho recebeu atenção da família. O paisagismo e a arquitetura arrojada – por dentro e por fora – fazem bonito e enriquecem a vista das Cordilheiras à direita. O restaurante dispõe de poucas mesas, mas é um dos melhores da cidade e por isso vale o esforço para reservar. Se não conseguir, ao menos tome a última taça de vinho na varanda.

As visitas são privadas e os visitantes se sentirão “em casa”. No balcão de recepção há muitos souvenirs... Dê uma olhada.

 VINICOLA PULENTA - Vinho e velocidade

A família Pulenta está envolvida há três gerações com o vinho argentino. Os irmãos Eduardo e Hugo, apaixonados por máquinas velozes – representam a Porsche na Argentina -, seguem a tradição da família na produção de grandes vinhos.

O atendimento é caloroso e flexível, marca registrada da equipe comandada por Michelle Schromm, uma americana que veio estudar espanhol e acabou ficando. Que tal começar a visita na companhia de uma taça de Sauvignon Blanc, cepa rara em Mendoza, mas que representa 20% da produção da vinícola? Para alcançar a qualidade desejada, parte das uvas é colhida ainda verde (buscando-se acidez), outra é colhida no tempo correto, e o restante, tardiamente (para agregar mais açúcar). O vinho é fresco e intenso. Frutado e herbáceo. Ácido, mas agradável. Ótimo para acompanhar frutos do mar. Único Sauvignon Blanc comprado na viagem.

No vinhedo, muitas explicações e curiosidades, além da inesquecível vista do vulcão Tupungato. Para garantir a produção de vinhos de excelência, apenas 25% das uvas são utilizadas, e o restante é vendido. A degustação é feita no subsolo junto às barricas de carvalho. 

→ RUCA MALÉN - Vinho e gastronomia

Uma vinícola preparada para receber seus visitantes – o nível de atenção é claramente percebido. A visita pode ser apenas relaxante ou muito técnica, você decide. Junto ao vinhedo, importantes detalhes sobre os cuidados com a terra e as plantas são passados enquanto você estará hipnotizado pela Cordilheira. O tour segue pelo restante das instalações (continue perguntando e aprendendo) até a confortável sala de degustação no primeiro andar.

Dentre os programas a escolher, porque não fazer seu próprio vinho ou, quem sabe, uma degustação vertical? O serviço é profissional e agrada a todos, mas o que distingue essa vinícola das demais é o almoço. A ascendência francesa dos donos garante uma experiência gastronômica inesquecível. O menu é brilhantemente harmonizado e muda a cada estação, quando o chef Lucas Bustos, o enólogo, os proprietários e a gerência de turismo se reúnem várias vezes até encontrarem a combinação ideal entre os vinhos e os criativos pratos. São dois ambientes, mas com uma só vista deslumbrante.

 

V- Vale de Uco I

NORTE, TUPUNGATO

O Vale de Uco tem sido o foco dos grandes investimentos vitivinícolas de Mendoza nas últimas das décadas. Situado ao pé da Cordilheira dos Andes, alguns vinhedos chegam a ultrapassar 1.500 metros de altitude. O inverno rigoroso faz com que as uvas se protejam, engrossando sua casca em até quatro vezes, agregando cor e sabor aos vinhos da região. A palavra Tupungato vem de temongacu, em huarpe, que significa “observador de estrelas”. O vulcão, de mesmo nome, tem 6.800 metros de altura  e será seu anfitrião durante a sua estada. O clima é semiárido, com invernos bem frios e neve em alguns dos vinhedos. Os cerritos são a fronteira natural entre Mendoza e essa região montanhosa, que você cruza pela Ruta 86.

 A Ruta 89, com seus 49 km, será a artéria principal de sua viagem, margeando a Cordilheira dos Andes e onde estão instaladas todas as vinícolas, reduzindo drasticamente as chances de você se perder. A principal cidade é Tupungato com menos de 15 mil habitantes.

→ ONDE COMER dentro das vinícolas

- Killka(argentino/internaciona)– Vinícola Salentein.

Faz parte do complexo turístico da vinícola. Achei um pouco impessoal, talvez por ser grande demais; mas tudo funciona bem. O menu é vasto e o vinho, bem servido.

- Andeluna (argentino) – Vinícola Andeluna

A inspiração é totalmente argentina, mas com traços italianos que também compõem o estilo arquitetônico da vinícola. A cozinha é aberta e bem próxima às mesas. O próprio chef serve alguns dos pratos e conversa com os clientes. Excelente serviço. Como são poucas mesas, é melhor reservar com antecedência.

- Restó La Azul (argentino) – Ruta 89, entre Andeluna e Salentein.

Uma casinha no meio do deserto. Ambiente rústico, com fotos de família e alguns outros detalhes. Menu à la carte ou degustação com cinco pratos.

→ ONDE FICAR dentro das vinícolas

- Atamisque Lodges– Vinícola Atamisque

Um lugar onde a tranqüilidade faz parte da paisagem. São quatro lodges com decoração exclusiva dentro da propriedade da vinícola. Ideal para desfrutar de toda a beleza da região.

- Posada Salentein– Ruta 89, s/n, Los Árboles – Tunuyán.

Bicicletas, cavalos, massagem e tratamento especial na vinícola. São catorze suítes duplas e duas quádruplas. Restaurante aberto para almoço e jantar.

→ ONDE FICAR  fora das vinícolas

- Tupungato Divino– Ruta 89 y Los Europeos. Próximo à vinícola Jean Bousquet.

Este pequeno lodge é um verdadeiro achado. Projeto de duas famílias de Buenos Aires que decidiram viver junto à natureza. Vista espetacular e excelente localização. Apenas quatro suítes e um ótimo restaurante. Peça para provar o vinho caseiro mantido em um garrafão na recepção.

Vinícolas - Vale de Uco

 VINICOLA ANDELUNA - Vinhos que tocam o céu

Os vinhedos deste empreendimento norte-americano estão a 1.300 metros de altitude. O nome Andeluna batiza uma das linhas de vinho e é uma homenagem á lua que, em sua fase cheia, aparece logo acima da Cordilheira dos Andes encantando a todos.

A vinícola tem sua arquitetura baseada em construções campestres da antiga nobreza italiana, com afrescos e mobiliário de época. O propósito foi reverenciar os imigrantes que, no início do século passado, deixaram sua terra natal em busca de aventura e oportunidade.

A recepção é, na verdade, um imenso lounge, rústico e, ao mesmo tempo, acolhedor. A varanda tem uma vista espetacular que nos convida a uma taça de vinho. Cuidado, você poderá esquecer o tour.

A visita começa por um corredor com uma exposição de fotos dos trabalhadores que cuidam do vinhedo durante o ano e da colheita da uva. No nível inferior, chega-se à sala de degustação de onde se vê a sala de barricas. O clima é especial e as pessoas simplesmente não querem ir embora.

 ATAMISQUE - Só a pedra transmite a alma da terra

Assim foi concebido o projeto arquitetônico da vinícola, situada na pequena serra que separa Mendoza de Tupungato. É o mimetismo levado ao extremo: as pedras estão desde as paredes até o telhado, único do mundo em uma vinícola. Durante o tour, um truque simples que nunca havia visto: em cada tanque há um “pescoço de cisne”, como é chamado pelos funcionários. Trata-se de uma pequena tubulação de vidro que proporciona naturalmente a tão desejada microxigenação, responsável por arredondar os taninos dos vinhos que não passam por madeira.

Mas a vinícola é apenas uma patê deste mega-empreendimento, sonho de um casal franco-belga que decidiu radicar-se em Mendoza. A propriedade dispõe de restaurante, quatro lodges, campo de golfe, dois lagos, criação de trutas e cultivo de cerejas, nozes e castanhas. Uma natureza exuberante, com paisagens incríveis que precisam ser vistas e fotografadas. Não há desculpa para não percorrer tudo, pois a vinícola oferece bicicleta, passeio a cavalo ou um guia para fazer trekking. Merece no mínimo meio-dia da viagem.

 LA AZUL - La bodeguita del Valle.

A vinícola se chama La Azul em função da partilha das terras da família proprietária. O patriarca dividiu a propriedade em fazendas e as identificou por cores. A uma das filhas, coube a fazenda azul.

A vinícola é jovem e suas instalações, espartanas. A visita consiste, basicamente em provar o Azul Gran Reserva ainda na barrica. É o “assemblage perfeito”. Malbec e Cabernet Sauvignon passam dois anos conversando entre 70% de carvalho francês e 30% de carvalho americano. O vinho tem cor escura com matizes violáceos e azuis. É complexo e estruturado, com aromas a frutos vermelhos e negros, combinados a chocolate e especiarias. Só vai para o mercado após dezoito meses em garrafas. Apenas 3 mil garrafas são produzidas por ano, o que o torna uma joia rara, mesmo na vinícola. O vinho La Azul Reserva também é muito bom e será uma boa companhia durante o almoço.

 SALENTEINVinho e arte

Este empreendimento grandioso é imperdível. Killka (“entrada” na língua aymará) é um belíssimo espaço cultural que, além de sua arquitetura, oferece uma galeria de arte, loja, wine bar e restaurante. A capela da Gratiadão é outro belo monumento a se visitar.

Após um vídeo sobre a história do vinho desde civilização egípcia, o tour começa com uma longa caminhada até a bodega, em outro imponente edifício. A construção “mergulha” a 12 metros de profundidade, garantindo o habitat perfeito para as barricas e para milhares de garrafas que cumprem seu repouso, onde taninos, cor, fruta e acidez se preparam para uma união eterna. A construção subterrânea também funciona como um exclusivo anfiteatro para pequenos concertos e recitais. 

Os vinhos Salentein têm muito corpo. Isso faz com que mesmo as linhas mais básicas sejam marcantes. Eu fico com a linha Reserve, ótima relação preço-qualidade. O Chardonnay é uma boa compra.

Vale conferir....

Posada Salentein é o must. O serviço de meia – pensão inclui tour à vinícola e a possibilidade de organizar trekking, piquenique e cavalgada. Ou simplesmente relaxar tomando uma taça na varanda, contemplando o jardim bem cuidado.

Para aqueles cujo sonho é ter seu próprio vinho, a vinícola oferece a Winemaking Experience. Você participará de todo o processo de elaboração, desde a colheita até o assemblage, quando você e o enólogo da vinícola determinarão o caráter de cada uma das trezentas garrafas que você receberá em sua casa após um ano e meio.

 

VI- Vale de Uco II

 

TUNUYÁN/SAN CARLOS - SUL

As cidades principais são Tunuyán, San Carlos, La Consulta e Eugênio Bustos. O principal acesso é pela Ruta 40, que corta a província de Mendoza de norte a sul. Em virtude da distância da Cordilheira, a altitude não chega a mil metros.

Tunuyán é uma grande produtora de uvas e, sobretudo, de maçãs. El Manzano Histórico, situado a 42 km de Tunuyán, é o ponto de maior afluência turística em todo o vale. Por ter sido uma das rotas utilizadas pelo exército do general Sant Martín (que parou para descansar embaixo de uma macieria, segundo dizem), dispõe de um museu que conta a saga do famoso Ejército de los Andes, além de um museu arqueológico com peças de 500 anos a.C.

San Carlos oferece um pouco da Argentina rural, além de ser um pólo do turismo de aventura – o rafting, o trekking e as cavalgadas encontraram aqui o seu lugar. A Reserva Laguna Diamante, a 130 km de San Carlos é um passeio inesquecível. Há vinícolas históricas, como a Finca la Celia e Hinojosa, e projetos mais recentes, como O Fournier e Clos de los Siete. A região é de tintos escuros, quase azuis.

→ ONDE COMER dentro das vinícolas

- Urban(argentino/gourmet)– Vinícola O Fournier.

Menu degustação com seis pratos assinados por Nadia O Fournier. O menu está sempre mudando, recomendamos as croquetas de berenjena com mojo rojo. A vista é incrível e os vinhos enriquecem qualquer experiência gastronômica.

→ ONDE COMER fora das vinícolas 

- Casa del jamón– Ruta 92 km 13, Vista Flores – Tunuyán.

Especializado em presunto (jamón) e, obviamente, carne de porco. O ambiente é simples e decorado com dezenas de presuntos pendurados acima das mesas. Possui  a melhor carta de vinhos da região, com 250 rótulos. A casa elabora seu próprio vinho – orgânico. Vale conhecer. Serve apenas almoço.

→ ONDE FICAR – fora das vinícolas

- Casa Antucura– Barrandica s/n – Vista Flores, Tunuyán. Ao final da rua principal de Vista Flores, dobrar à direita na caixa d’água.

O mais exclusivo e charmoso recanto do Vale de Uco. Um living finamente decorado com poltronas e objetos de arte o convida para ler um bom livro. Não trouxe nenhum? Não se preocupe, no segundo andar, além das sete bem equipadas e confortáveis suítes, 7 mil livros a sua escolha. Os hóspedes também têm direito a visitar a vinícola Antucura (fechada ao público) e ter uma aula com o enólogo Herve Chagneau, em meio a muitas provas de tanque e barril. Um grande diferencial.

- La posada del Jamón– Ruta 92, Km13, Vista Flores – Tunuyán.

Doze cabanas localizadas atrás do restaurante e de frente para o pequeno vinhedo. Bons preços e próximo das vinícolas da zona.

 

Vinícolas do Vale de Uco Sul

 CLOS DE LOS SIETE

O descobrimento de um novo mundo.

O controverso enólogo francês Michel Rolland idealizou, no final da década de 1990, um condomínio de vinícolas. Encontrou “a terra prometida” ao sul de Mendoza e convidou alguns sócios para formar este clos. São cinco vinícolas e sete sócios que ocupam 850 hectares de terreno, metade plantada. Uma delas não está aberta aos visitantes e não faz parte do guia.

Apesar de ser possível visitar as quatro vinícolas, o passeio é cansativo para se fazer em um só dia. Por isso, recomendamos no máximo duas vinícolas por dia. Outra maneira de aproveitar o dia é conhecer apenas uma delas e realizar alguns dos programas oferecidos: enólogo por um dia, atelier de culinária, yoga, massagem e cavalgada pelos vinhedos. E não se esqueça de incluir o almoço.

Apesar de todos os donos serem franceses, a arquitetura de cada vinícola reflete o significado do sonho que cada um materializou tão longe de casa. Como se não bastassem os 360º de paisagem ao redor do empreendimento, o imenso terreno se transforma em um verdadeiro mosaico de cores durante o verão e princípio do outono, devido a coloração das folhas de cada variedade. Os vinhedos são irrigados com a água mineral que chega pelo lençol freático da Cordilheira dos Andes. Très Chic.

Vale conferir...

Cada vinícola possui suas características, mas são todas sócias na produção e venda do rótulo Clos de los Siete, um aromático assemblage de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot e Petit Verdot. Encorpado e frutado, é compra obrigatória.

 VINICOLA CUVELIER de Los Andes - Criando vinhos de autor

Os primos Bertrand e Jean-Guy Cuvelier, proprietários dos Châteaux Léoville-Poyferré e Le Crock, ambos em Bordeaux, possuem vasta experiência enológica e perseguem uma viticultura de qualidade, não de quantidade. A estrutura é pequena se comparada aos projetos vizinho, e está divida em três naves que se comunicam facilmente a partir do centro do prédio, formando um triângulo quando se vê de cima. A arquitetura colonial e os móveis “estilosos” e elegantes trazem calor às instalações.

A tecnologia é de ponta: o melhor aço e o melhor carvalho para produzir vinhos, o que vem, ano a ano, angariando prestígio e reconhecimento internacional.

 VINICOLA DIAMANDES - A mais nova jóia da Argentina

Alfred e Michèle Bonnie também são proprietários dos Châteaux Malartic-Lagravière e Gazin-Rocquencourt, situados em Graves e Pessac-Leognan, respectivamente, em Bourdeaux, França. Apesar de elegantes e belos, não se comparam à majestosa empreitada ao pé da Cordilheira dos Andes. O nome Diamandes é uma fusão da palavra “diamante” com “Andes”. Apesar de enorme, a estrutura da vinícola mescla-se facilmente aos contornos do altiplano andino.

Já nas instalações, as associações com a geometria da pedra mais preciosa do mundo são evidentes. Uma estrutura em formato de diamante encravada no solo de tornou um dos pontos preferidos para a “fotografia oficial”. O centro energético da vinícola está precisamente localizado a três níveis abaixo do diamante, na superfície. Ao redor deste ponto focal, iluminadas com luz natural, repousam as barricas de carvalho.

Para os “viajantes de primeira vinícola”, vai uma dica: quanto menores os tanques de fermentação, maior o cuidado da vinícola com o vinho. Na Diamandes, são 64 pequenos tanques que garantem a cada parcela uma vinificação independente, atendendo às necessidades de cada terroir para obter o melhor produto possível.

 VINICOLA MONTEVIEJO - A senhora dos castelos

Catherine Péré Vergé já possuía quatro Châteaux em Pomerol, na França, mas não pôde deixar de atender a um chamado de seu enólogo-assessor e amigo Michel Rolland: foi a primeira vinícola a ser inaugurada em Clos de los Siete. O curioso é que seu enólogo, tanto para Argentina quanto para suas propriedades francesas, é o argentino Marcelo Pelleriti, e não um compatriota como era de se esperar.

A imponente construção de 8 mil m² e três andares permite, de seu terraço, contemplar a grandiosidade de Clos de los Siete além de proporcionar uma das mais belas vistas panorâmicas do Vale de Uco. Em seu interior, a ampla área de recepção e seção das uvas demonstra a preocupação de Catherine com a qualidade. Assim como fazem os outros condomínios, os trabalhadores recebem por dia, e não por caixa, como no restante de Mendoza.  A idéia é não estimular a velocidade da colheita em detrimento de uma seleção mais criteriosa no campo.

Na parte social, diversos artistas plásticos e escultores trazem cor e cultura a todos os ambientes.

 BODEGA ROLLAND - 100% funcional

Nascido em Libourne, ao lado de Pomerol, foi aluno de Émile Peynaud, o inventor da enologia moderna, na Universidade de Bordeaux. Recém-formado, em 1973 entra como sócio, junto com Dany, sua esposa e também enóloga, em um pequeno laboratório de análises químicas em sua cidade natal. A partir de Rolland, a enologia se reescreve.

O que esperar da vinícola do enólogo mais famoso do mundo? Esqueça devaneios arquitetônicos... aqui só há concreto – e nenhum tanque de aço. Projetada pelo próprio Rolland, que fez questão de uma bodega argentina de verdade.

Vale conferir....

Val de Flores é proveniente de um pequeno vinhedo de 10 hectares fora da propriedade, com plantas de mais de 50 anos. Microvinificado em barricas francesas.

 FINCA LA CELIA - Pioneira do Vale de Uco

Pertenecente ao gigante grupo chileno San Pedro Tarapacá, a vinícola foi a primeira a se estabelecer no Vale do Uco, apesar de seu solo seco e pedregoso. Projetada por Eugenio Bustos, empresário e benfeitor, o qual ajudou a construir escolas e hospitais, e doou as terras em que hoje está situado o povoado que leva seu nome. Sua paixão por cavalos segue presente na logomarca da vinícola. Seu legado, de alguma forma, continua nas práticas sociais e ambientais da empresa: creche e enfermaria para os funcionários, campanhas para a doação de alimentos, certificação ISSO, tratamento de efluentes. A vinícola também está certificada para a produção de vinho Kosher.

O tour passa pelo jardim com vinte variedades de uvas e pela represa até alcançar o mirante, de onde se tem a real magnitude da propriedade.

Os visitantes podem participar da poda e da colheita em suas respectivas épocas, e ter aula de panificação. A pousada, antiga residência de Don Eugenio, tem quatro suítes e pode ser útil para os que desejam ficar mais e explorar a natureza da região.

 VINICOLA GIMENEZ RILLI - Family winemakers

Toda a família trabalha no pequeno empreendimento, que pode ser uma boa opção para mezclar com alguma das grandes vinícolas que estão estabelecidas no Vale. Conhecendo duas realidades, mais se entende e se valoriza o que cada estilo favorece de melhor.

bodega é uma casinha ao longe, no meio do nada. Quanto menor a vinícola, mais em casa você se sente. Apesar do frio naquela manha de outubro, o clima foi de aconchego e atenção. Pena que não pude ficar para o famoso asado que é preparado para os visitantes com reserva prévia.

A degustação é completíssima: um Cabernet Franc ainda no tanque, um Syrah no barril (que ainda vai dar o que falar) e três outros vinhos que podem ser trocados de acordo com a sua preferência. A Cordilheira vista da varanda ou da sala de degustação é deslumbrante. Melhor que o tempo esteja nublado durante a sua visita para não desviar o foco da degustação.

Pablo Rilli, diretor da vinícola, é o cofundador do The Vines of Mendoza, empreendimento vizinho para aqueles que desejam ter seu próprio vinhedo.

 VINICOLA O FOURNIER - Porque só se vive uma vez

É a mais distante das bodegas do guia, mas vale o deslocamento. Sua arquitetura nos faz pensar que foi colocada aqui por algum outro povo, ou que levantará vôo a qualquer momento. Não importa o ângulo ou a estação do ano: você levará fotos impressionantes para casa.

O projeto é moderníssimo, pois, além de utilizar a gravidade nas diversas etapas de elaboração, transformou as colunas de concreto em tanques para armazenar vinho. Tanques cônicos e o laboratório de microvinificação dão um toque avant-garde à vinícola de origem espanhola.

A adega de envelhecimento é uma das mais espetaculares do mundo, iluminada pela constelação Curx (conhecida como Cruzeiro do Sul). Ainda nas instalações, uma galeria de arte, uma loja de vinhos e souvenirs, além do premiado restaurante Urban.

Alpha e Beta Crux são as estrelas mais brilhantes da constelação e da vinícola. O Malbec Alpha Crux passa de dezoito a vinte meses em madeira – un buen recuerdo de su visita. O Beta Curx é sempre um assemblage onde predomina a tempranillo, uma justa homenagem à vinícola de origem espanhola – também uma excelente compra. O ícone O Fournier varia conforme a safra. A 2005 traz um memorável assemblage de Syrah e Malbec.

 

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Segurança é fundamental.  Algumas agências de viagens e guias turísticos estão oferecendo passeios através da Internet sem a licença do Ministério do Turismo da Argentina. Saiba aqui quais os prestadores de serviços com cadastro:

(http://www.agenciasdemendoza.com.ar/A_receptivas.htm)

 

 

 Veja também:

 
 

 Novidade para você ! GOL lança voo entre Rio de Janeiro e Mendoza 

A partir de janeiro, a Gol inicia uma nova operação para nossa cidade. O voo da Gol 9273 partirá desde o aeroporto Galeão, de Río de Janeiro, todos os sábados às 22:35, chegando a Mendoza às 1:55 do domingo. Ao regresso o voo 9274 partirá desde o aeroporto de Mendoza às 2:35 do domingo, chegando a Río de Janeiro às 7:15. Será operado em aeronaves Boeing 737-800.

Este voo adiciona-se às duas operações semanais que já realiza a Gol em Mendoza conectando com São Paulo/Guarulhos nas quintas e domingos. Os vôos partem de São Paulo às 11h e chegam a Mendoza às 14:55. Na volta, o avião decola de Mendoza às 15:35 e chega em São Paulo às 18:55.

Para obter mais informações, acesse o site da GOL www.voegol.com.br

 

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A empresa fica localizada em Mendoza, terra do Sol e do bom Vinho. Aguardamos sua visita na Avenida principal da cidade, a San Martin 811. Entre em contato por telefone:

 

(11) 30426635 (São Paulo) Atendimento on line 8h30 às 19h00 (segunda a sexta-feira). Email: [email protected] 
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Além dos serviços/produtos oferecidos no site, possuímos também condições diferenciadas para demandas específicas. Trabalhamos com todos os tipos de veículos e montamos roteiros personalizados de acordo com a necessidade/tamanho do seu grupo. Para receber propostas específicas nos contate pelo e-mail: [email protected] – Indicar número de pessoas e data de chegada/partida.

 

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